As Faces da Pobreza Rural Extrema em Estratégias de Redução na América Latina: um retrato brasileiro, paraguaio e equatoriano da década de 2010

Curso: 

  • CDAPG

Área de conhecimento: 

  • Políticas Públicas

Autor(es): 

  • Kate Dayana Rodrigues de Abreu

Orientador: 

Ano: 

2019

Esta tese tem como objetivo analisar as potencialidades e os limites das estratégias de redução da extrema pobreza rural executadas na América Latina durante a década de 2010, especificamente no Brasil, Equador e Paraguai. Esse duplo foco nas potencialidades e limites é resultado da constatação de que depois de uma redução significativa nos índices de pobreza rural e pobreza rural extrema em diversos países da região, esses fenômenos têm se elevado novamente num cenário econômico desfavorável observado principalmente a partir de 2014. Com base na abordagem construcionista cujo aspecto central é o olhar atento às diversas versões produzidas socialmente e suas implicações, a pobreza rural foi considerada uma construção social produzida por diferentes abordagens teóricas que partem de diversos determinantes oriundos de características demográficas e/ou de territórios. Dessa forma, a partir de um levantamento bibliográfico, foram identificadas as principais transformações ocorridas desde a década de 50 no cenário rural latino-americano, e os principais temas a partir dos quais a pobreza foi discutida dentro do desenvolvimento rural da região. Parte desses temas se tornaram conceitos-chave articuladores de ações e programas públicos para redução da extrema pobreza rural na década de 2010. Por meio de estudos de caso analisamos a estratégia brasileira – Eixo Inclusão Produtiva Rural do Plano Brasil sem Miséria –, a equatoriana – Programa Buen Vivir Rural –, e a paraguaia – Programa Sembrando Oportunidades. Os resultados apontam que com base no conceito-chave ‘Inclusão Produtiva’ a estratégia brasileira considerou a pobreza rural extrema um problema de acesso a bens essenciais e serviços de fomento produtivo. Enquanto que na estratégia equatoriana baseada na ‘Soberania Alimentar’ e no ‘Desenvolvimento Territorial’, esse fenômeno foi considerado um problema de articulação e fortalecimento organizacional. E a paraguaia também baseada na ‘Inclusão Produtiva’, todavia combinada a ideia de mudança de atitude, concebeu a pobreza rural extrema como um problema de habilidades individuais, se mostrando uma versão reduzida dentro do debate sobre pobreza.

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