As Causas do Baixo Investimento em Tecnologias Digitais e suas Consequências para Vantagem Competitiva no Setor de Incorporação Imobiliária do Brasil

Curso: 

  • MPGC

Área de conhecimento: 

  • Gestão da Informação

Autor(es): 

  • Fabio Luiz Gomes

Orientador: 

Ano: 

2019

Estamos vivendo um período de mudanças tecnológicas sem precedentes. O mundo está sendo aceleradamente transformado por novas tecnologias digitais, que estão redefinindo a forma como as pessoas vivem e trabalham, bem como suas expectativas de utilização de novos produtos e serviços. Estas tecnologias têm cada vez mais oferecido à indústria da construção civil inúmeras oportunidades, pois quando empregadas da maneira certa, têm o potencial de transformar os negócios além de serem capazes de trazer ganhos ao longo da cadeia de valor e do ciclo do empreendimento, gerando vantagens aos negócios. Porém, embora amplamente disponíveis, estas tecnologias não têm encontrado nesta indústria e em seu subsetor da incorporação imobiliária, um terreno fértil. O setor investe pouco, pelo menos três vezes menos que seu “vizinho” da indústria de manufatura. Como resultado deste caráter conservador, assiste à estagnação ou mesmo a queda da sua produtividade, enquanto convive com margens de ¼ da média de outras indústrias. Com base neste contexto, o presente trabalho visa oferecer à comunidade científica e ao meio empresarial brasileiro, um diagnóstico sólido acerca das causas para o baixo investimento do subsetor de incorporação imobiliária em tecnologias digitais, de modo a subsidiar ações mitigatórias adequadas para o seu fortalecimento e aumento da competitividade e produtividade. E para tanto, realizou uma pesquisa exploratória, de caráter qualitativo, com o intuito de capturar o contexto conflituoso, complexo e multifatorial em que se dá o processo decisório de investimento em tecnologia digital. Para evitar uma compreensão restrita ou fragmentada do problema, realizou uma ampla e profunda consulta à literatura científica de diferentes áreas do conhecimento, como a administração de empresas, a economia, a engenharia de produção, a engenharia civil e arquitetura, bem como publicações técnicas oriundas de consultorias especializadas. E sustentado pelas argumentações obtidas desta revisão, traçou-se quatro proposições para as possíveis causas, que foram examinadas com base nas visões dos diretores de engenharia de três grandes incorporadoras, líderes do setor no Brasil. Pôde-se identificar que a percepção de valor dos decisores, a aversão ao risco, assim como inúmeras barreiras intrínsecas às características do setor, são possíveis causas para o baixo investimento. Como consequência para o baixo investimento, observou-se o impacto negativo na geração da vantagem competitiva, bem como a baixa produtividade e lucratividade das incorporadoras.

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